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Recent reviews
The Anti-Christ review
Esse título irônico e provocativo não é atoa e tão pouco foi escrito por pura isca, esse tema é um dos temas que eu mais venho estudado nessa última década, sobre a influência nefasta do marxismo e do cristianismo moderno, não é um ataque deliberado a religião, pois tenho muitos amigos católicos e cristãos de todo o tipo, minha ideia aqui é fazer uma explanação filosófica do que considero como os três maiores males do mundo moderno e suas consequências desastrosas para o progresso da raça humana.
O cristianismo na forma como surgiu e do modo como foi adaptado pelos seus seguidores seguiu alguns caminhos inevitáveis a sua natureza passiva e universalista, a religião fundada pelo Cristo como figura histórica era em sua raiz um movimento revolucionário, averso às hierarquias, com uma visão romantizada das classes mais baixas, dos pobres, miseráveis e doentes, uma certa desconfiança em relação às autoridades e exaltação da fraqueza, do estéril, da fome, como se os menos afortunados estivessem mais próximos de Deus do que os que tinham muitos recursos.
A natureza do cristianismo é portanto uma filosofia que exalta o sofrimento como algo positivo, que exalta a fraqueza e a miséria, algo tão comum antes como é comum hoje. É muito fácil compreender o motivo do cristianismo ter sido tão popular e de ser absurdamente popular ainda hoje ao ponto de que em países ateus e laicos como a China eles vem ganhando espaço e força, não é difícil entender porque, Cristo era um sofredor, boa parcela da humanidade é sofredora, maior parte dela é pobre e vive em condições ruins.
O cristianismo foi rapidamente absorvido pelo ocidente por uma razão muito simples, o próprio ocidente já havia capinado terreno para a vinda de Cristo através de um de seus filósofos mais importantes, Platão.
Platão era um dualista, alguém que acreditava que a realidade era dividida em duas partes, o mundo das formas, o mundo sensível, também chamado de mundo da matéria, o mundo imperfeito, transitório, impermanente, e o mundo das ideias, inteligível, que é o mundo perfeito, imaterial, permanente, onde o tempo não rege tudo.
Entender Platão é essencial para entender o cristianismo pois um é quase que um irmão gêmeo do outro, mas com suas diferenças teóricas bem superficiais, a exemplo Platão acreditava que o mundo da matéria era maligno e criado por uma entidade neutra chamada Demiurgo, já os cristãos creem que Deus fez tudo perfeito e etc, não vou detalhar.
O platonismo influenciou profundamente o cristianismo através de Santo Agostinho de Hipona, o mais brilhante dos filósofos do cristianismo, Agostinho adaptou várias ideias de Platão em seus livros, uma delas é a "superioridade do mundo espiritual", o idealismo, a busca pela verdade interior, mal como ausência de bem. Agostinho teve laços profundos com o movimento neoplatônico antes de se converter ao cristianismo.
Essa visão dualista que dividia o mundo em dois terrenos é uma das grandes críticas formuladas pelo filósofo alemão Friedrich Nietzsche, que desprezava de forma veemente e acusava essas tradições filosóficas de odiarem a vida e que levavam a um niilismo prático(não o existencial) onde o mundo real deixa de fazer sentido, ao que ele chamou de "mentalidade de ressentimento" onde o ser humano em seu sofrimento e desespero criou para si uma realidade hipotética onde as coisas são perfeitas, onde as flores não murcham e as pessoas que amamos não morrem.
Um tipo de escapismo que as pessoas criaram para tentar aguentar a realidade injusta, cruel e caótica, esse mundo seria um contraste perfeito, pois seria benevolente, justo, ordenado e carente do caos, pois nosso cérebro foi moldado para que consigamos encontrar padrões, pois padrões são mais fáceis de entender, não gostamos do caos, pois não conseguimos entendê-lo, o que se diria a um homem que perdeu seus filhos, esposa, animais e até a própria casa? Que não há lógica, razão ou significado e que todo esse sofrimento e tragédia foi gerado aleatoriamente? O quão cruel parece ser tudo isso?
Será que existe algum significado para tanto sofrimento ou apenas estamos imaginando demais, colocando muito peso na realidade quando na verdade somos apenas vítimas de milênios e milênios de evolução do nosso sistema límbico? É uma questão a se pensar.
O escapismo é algo bem natural do ser humano, estamos constantemente criando cenários e realidades paralelas em nossas cabeças, alguns literalmente estão criando cenários inteiros dentro de simulações, seja por video-games, livros e etc, somos seres com altíssima capacidade imaginativa, tão imaginativo que conseguimos trazer muitas ideias hipotéticas pra realidade, como por exemplo voar, explorar o espaço, atingir a velocidade do som e etc.
O escapismo da realidade funciona como uma válvula de escape, pois nessa realidade falsa conseguimos manter o controle das coisas, como um demiurgo criando mundos. A religião ao meu ver nasce dessa ideia, de explicar as coisas através de realidades paralelas.
Com isso posto, a religião foi criada pela humanidade para explicar o caos da existência, pois precisamos de respostas e logo se converteu em dogma, visão dominante, compartilhada de forma comunitária e se expandiu dominando e influenciando amplamente os vários setores da sociedade.
Qual seria então a relação do cristianismo com o marxismo? Como uma ideologia materialista, anti-metafísica, "científica"(entre trilhões de aspas) e abertamente anti-religiosa poderia ter relação com o cristianismo, idealista, platônico, metafísico e pautado por uma moral universal? Parece super contraditório unir esses dois não? Não necessariamente, Nietzsche acreditava que o socialismo estava contaminado com ideias cristãs de igualdade, ressentimento, anti-hierarquia e desprezo pela competência, por ricos, bonitos, saudáveis e etc.
O cristianismo exalta os humildes, sofredores e pobres, o socialismo mantém essa visão criando uma certa rixa entre os humildes, sofredores e pobres contra os ricos, afortunados e fortes, isso se verifica na realidade quando nos detemos a escutar o discurso de qualquer parlamentar ou figura excessivamente politizada para a esquerda, o assunto é sempre o mesmo "nós o povo sofredor, nós o povo soviético, nós o povo escravizado" e etc.
O que está ausente no socialismo e no socialismo marxista é a questão de Deus, que ironicamente é visto como uma criação burguesa, clerical e hierárquica com poderes e influencias estatais. Dostoyevsky em seu poema do Grande Inquisidor já denunciava essa questão, o cristianismo nasceu dos oprimidos, dos pobres, dos perseguidos, dos coitados, dos loucos da praça e logo se converteu em uma força hegemônica com poderes inclusive para perseguir e matar esses mesmos perseguidos e coitados como na inquisição.
O cristianismo a princípio lutou contra os socialistas pelo monopólio dos miseráveis, cada um com suas técnicas mirabolantes, até que em algum momento os dois olharam um para o outro e perceberam que tinham mais em comum do que em contra, um exemplo dessa aliança é o próprio Brasil, onde a igreja católica foi por muito tempo base do Partido dos Trabalhadores, um partido que tem como base ideológica o socialismo, o marxismo e etc.
Essa aliança do PT com a igreja católica foi o que fortaleceu o movimento revolucionário de esquerda no Brasil, especialmente através da assim chamada Teologia da Libertação que trouxe uma visão mais socialista e que encontrou eco na mente de vários padres e bispos de esquerda. O cristianismo criou o próprio monstro que o consumiria depois nas revoluções comunistas violentas.
O cristianismo moderno é uma vítima da própria doutrina, os cristãos dos seus meios desprezam o mundo, pois o veem como inferior ao mundo eterno e infinito prometido há milênios, desprezam a tecnologia e o progresso científico enquanto usufruem do mesmo, desprezam os reis e políticos enquanto seguem doutrinas criadas por esses mesmos reis e políticos, desprezam o excesso pois acham que a ausência e a privação purificam o espírito.
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Horror Classics: Graphic Classics Volume Ten (Graphic Classics (Eureka)) review
Existe beleza na tragédia? É uma pergunta bem interessante e com várias respostas dependendo dos pontos de vista de cada um, para grande parte das pessoas a tragédia, o sofrimento e o luto surgem como uma parte negativa e terrível da vida, algo que torna a existência intragável ou mesmo insuportável.
No poema Ozymandias se fala sobre um rei do Egito cujo o memorial tinha a sguinte frase "contemplai as minhas obras e desesperai-vos" mas ao olhar para os lados havia apenas ruínas, areia e memórias, memórias consumidas pelo tempo, o verdadeiro senhor desse mundo, que consome tudo, do menor dos frascos a maior das estrelas, nada está escape e isso é o cerne da filosofia de Clark Ashton Smith, um dos mais talentosos escritores nascidos no círculo de Lovecraft.
O decadentismo nasce da ideia apocalíptica de que a nossa civilização está entrando em decadência moral, espiritual e artística, uma visão profética de que o mundo e o universo estão morrendo e que não há o que possa ser feito, gerando um extremo pessimismo quase niilista(bem niilista em alguns casos)
E como resposta a esse declínio civilizacional os decadentistas optaram por outro caminho, que foi afirmar a beleza da tragédia e da decadência, em vez de odiar e desprezar o declínio eles começaram a ver a beleza em toda essa decadência.
Caminhar por um império em ruínas como a república de Weimar ou passear pelas vielas e favelas do Brasil no século 21 pode gerar sentimentos distintos, entre eles uma melancolia extrema, algo como "esse lugar é amaldiçoado, está morrendo, não há futuro aqui" os decadentistas por outro lado vêem essa miséria e falam "isso também é belo e nos convoca a reflexão"
Como uma borboleta sentada sobre a estátua de um grande herói esquecido há muitas eras, é basicamente uma filosofia de contemplação do mal, da estética negra, sombria e caótica, nos lembrando que o mundo é realmente isso, caótico, sombrio, contraditório e ao mesmo tempo muito belo.
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Storm of Steel (Penguin Modern Classics) review
Uma questão que sempre me veio a mente quando comecei a estudar sobre niilismo e a crise no mundo moderno e etc é possível sair disso sem cair em uma espiral pessimismo e depressão? Se o sistema econômico, as religiões, as ideologias políticas e até mesmo as relações entre as pessoas não fazem muito sentido ou são injustos demais então o que sustentaria uma pessoa aqui?
Philipp Mainländer chegou a uma conclusão filosófica cruel e bem amarga sobre a realidade; tudo no universo está caminhando para o fim, o sentido da vida em si seria a morte pois;
-existir é sofrer
-viver significa desejar
-desejar gera dor e frustração
No que implica que a existência inteira é um processo que gira em torno de dor e morte, um niilismo extremo, a morte seria o retorno ao estado primordial. É um tipo de decadentismo mais refinado.
E como isso se aplica ao niilismo ativo de Junger? Junger foi um sujeito singular, porque ele de fato viveu o que ele pregou, Junger lutou na linha de frente da primeira guerra mundial na frente ocidental, ele lutou na batalha de Somme, uma das mais sangrentas batalhas da primeira guerra mundial.
Ele viu amigos seus morrerem, viu pilhas e pilhas de cadáveres, foi ferido e quase morreu três vezes e uma delas teve seu pulmão perfurado, Junger viu o inferno de perto, viu a guerra como ela é e a descreveu com riqueza de detalhes em seu livro "Tempestades de Aço"
Após ver tanta tragédia, morte e violência seria natual que ele se isolasse, ficasse traumatizado ou mesmo que perdesse a vontade de viver, o que era comum em veteranos da época, mas Junger de uma forma misteriosa se recusou a cair no niilismo, recusou-se a abraçar a ideia de que a vida não tem valor ou que esse mundo não importa, ele foi por uma via extrema.
Em seus escritos ele exalta a coragem, a valentia e a perseverança dos que mesmo em ruínas se mantém de pé lutando, ele ao contrário do que se imagina era alguém profundamente otimista em sua filosofia, ele defendia que devemos ressignificar a dor e o sofrimento, em seu ensaio sobre "A Dor" Junger descreve o nascimento de um novo tipo de ser humano capaz de suportar a dor de forma disciplinada.
Isso parte do pressuposto de ressignificar nossas visões sobre a vida, dias frios que são associados a tristeza passam a ser dias felizes onde podemos nos reunir com a família, a pessoa que você odeia e despreza você passa a ver nela valor, a vida que antes era sofrida, triste e fria passa a ser uma experiência agradável onde até o sofrimento do dia a dia passa a ser belo.
É basicamente essa a definição de um niilista ativo, alguém que viu o vazio e o rejeitou escolhendo viver mesmo após viver o inferno numa trincheira.
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Grand Theft Auto V review
Gta é uma franquia que marcou a vida de toda uma geração, hoje facilmente é o jogo mais aguardado e jogado da história e é assim justamente porque é um jogo simples, fácil e absolutamente linear, talvez o único gta não linear seja o 5 que pasme, tem 3 finais e os tres finais são exatamente iguais sem consequências.
Pra começar eu odeio eu genuinamente odeio a mecânica de missão dos gtas seja os novos seja os antigos, missões do tipo "vá até o quadradinho do mapa, posicione seu rifle exatamente no ponto laranja, com um exato rifle, com um exato tipo de silenciador, as 17 horas em ponto e antes das 20 horas e você tem que acertar exatamente na cabeça e não pode assustar a vítima se não a missão falha" "ah mas eu quero fazer do meu jeito" a rockstar diz "NÃO! NÃO PODE FAZER DO SEU JEITO! É DO MEU JEITO E PONTO FINAL!" é uma forma muito ridícula, mecânica, entediante e sem graça de fazer um video game.
A rockstar não consegue diferenciar a experiência de um jogo da experiência de um filme, Dan House como um grande fan dos filmes do tarantino não foi capaz de perceber que o fazia os filmes do tarantino filmes divertidos era um certo grau de improviso e aleatoriedade das cenas, coisa que não existe no gta, ou vc faz a missão exatamente e milimetricamente como o jogo quer ou ela falha.
Isso é ainda mais desesperador quando você tem o mínimo de cérebro e tenta fazer as missões do seu jeito, agindo no stealth, na raça ou mesmo trapaçeando, coisa que não existe no gta, só existem missões lineares, é um jogo perfeito pra quem tem o cérebro derretido e não quer pensar muito "vá ao ponto X, mate Y com W e volte pra Y antes do amanhecer".
zerar os gtas antigos é um sofrimento, os controles são horríveis, a física é um desastre e os sistemas de compra e venda simplesmente absurdamente desbalanceados, zerar os novos é puro tédio porque não há dificuldade, só mira e mata, mira e mata, auto aim, mata, mira e mata, vai pro ponto X e mata, não tem variação. Por mais que muita gente fale mal da ubisoft, os jogos da ubisoft tem muito mas muito MAIS variação nas missões, FAR CRY 4 tem muito mais LIBERDADE que QUALQUER GTA!
Um exemplo que me irrita pra kct é a missão final do gta 4, quando eu tô em perseguição com o Pregorino e você tem que esperar ele entrar no barco pra iniciar a perseguição, pra ter a cutscene, só que pra quem tem cérebro a missão parecia bem simples, perseguia o cara, matava ele antes dele chegar no barco, mas advinha? NÃO TEM COMO MATAR O CARA ANTES DELE CHEGAR NA PORRA DO BARCO, eu literalmente bazuquei o cara 10 VEZES! E o cara não morreu! PQP jogo podre mané. Outro que me irritou muito foi a missão de matar o Pulaski, CLARAMENTE DAVA PRA MATAR O MALUCO ANTES DELE ENTRAR NO CARRO, MAS A PORRA DO JOGO NÃO DEIXA!
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Dexter: New Blood review
Dexter New Blood é uma tentativa de reerguer uma série que não precisava ser reerguida para início de conversa, é uma tentativa de criar um final realmente digno para a série já que o primeiro foi um fiasco total, eu gosto de Dexter apesar de saber que a série decaiu muito nas últimas temporadas, simplesmente me agrada música cubana com cenário urbano tropical.
Os personagens de new blood nenhum é carismático, talvez se salve o vilão, mas nem de longe dá pra dizer que é equivalente a um vilão da primeira ou da quarta, a namorada do dexter é uma porta, zero carisma que cheguei a torcer pro vilão dar um fim nela, o Harrison é um péssimo personagem também, ele é basicamente um "muh sou adolescente problemático, odeio meu pai e faço coisas erradas pq muh hormônios" é outro que eu torci pra fosse morto.
O restante é completamente esquecível, aquela reporter que descobriu o Dexter, genérica, sem profundidade, o cenário é bom, as músicas são boas, mas não salva. Não dá pra sentir tensão porque o vilão não é tão ameaçador e também é descoberto numa facilidade.
Dexter parece uma porta nessa temporada, ele basicamente vive de "muh mim se importar com filho que abandonei a 10 anos pq muh passageiro sombrio e muh alucinações" onde está aquele Dexter sarcástico, irônico, ácido, inteligente e precavido das primeiras temporadas? Sumiu?
Série medíocre 2/10
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Five Nights at Freddy's review
Não, o filme é chato, não dá medo nenhum, os personagens são chatos e nem o springtrap foi interessante
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The Midnight Library review
Assim Nora poderia escolher outras vidas, vidas essas onde ela não teria "fracassado" entre aspas, assim tendo uma espécie de segunda chance.
Esse livro ainda não foi adaptado(até onde eu sei) mas eu tenho certeza que quando for será uma experiência interessante, o livro planta um cenário filosófico que nos põe para pensar em questões existenciais bem delicadas de uma forma que é impossível não se colocar na situação da protagonista. Cada um de nós tem ou já teve um sentimento de arrependimento, de ter negado e se arrependido depois onde criamos todo um cenário na nossa cabeça onde teríamos aceitado.
Mas além disso o livro aborda uma questão essencial pra qualquer ser humano, as nuances do sucesso e do fracasso, Nora por toda a sua vida foi um fracasso, nisso vivendo em uma vida onde ela realizou os sonhos dela ela certamente estaria feliz não? O caso é que Nora em suas outras realidades terminou arrependida de todas as formas pois em todas as realidades ela teve que lidar com o sofrimento emocional, físico e até espiritual.
Esse livro em miúdos seria algo como o episódio 26 de evangelion onde shinji se vê em outra realidade e como seria se ele agisse de outro modo. No caso de Nora o que realmente faltava nela como um todo é o amor ao próximo e não o sucesso material em si. Ela atribuía ao seu fracasso como pessoa por não ter conquistado fama ou sucesso quando na verdade ela mesma não conseguia criar nenhum vínculo e estava emocionalmente perdida em um marasmo de depressão, presa a um passado que ela não poderia mudar.
Nisso o livro brilha descrevendo psicologicamenre o estado de Nora.
O livro também explora um tema essencial pra nossa geração, que é a questão de se comparar com os outros.
O efeito nefasto das redes sociais afetou muita gente e é difícil não se pegar vendo a vida dos outros e não comparar com a sua, você sempre vai estar insatisfeito, isso é uma característica humana e as redes sociais exploram isso de forma que a pessoa se sente até péssima por não ter milhões de seguidores ou uma ferrari.
Nora se comparava demais com as outras pessoas e esquecia de ser ela mesma, de aproveitar o tempo que ela tinha fazendo as coisas que a agradavam. Sem mais, a filosofia do livro é perfeita, sem tirar nem por, o grande problema que eu vi no geral são os personagens secundários que não são tão profundos ou sequer são simpáticos como o irmão da Nora. O livro também é um pouco prolixo em algumas partes e o final é literalmente explicado, o que não é exatamente um problema e até considero o discurso final de Nora algo genuíno e catártico. De novo comparando com quando Shinji se liberta da instrumentalização.
É um bom livro, melhor que Querida Kombini, não chega a ser um nível 9/10, mas sem dúvidas é uma obra reflexiva e honesta em suas questões e concordo bastante com a mensagem final. Também me agrada que não haja militância lgbt ou propaganda progressista e se tem é imperceptível.
7/10
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The Super Mario Bros. Movie review
6/10
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Breaking Bad review
Breaking Bad em um contexto simples seria uma série comum sobre criminosos e traficantes com cenas genéricas de ação, mas a série vai além e nos mostra uma realidade bem distinta do que estamos acostumados a ver em filmes americanos, Walter é o típico cidadão americano que trabalha em um emprego ruim como professor, uma família totalmente apática e carente de comunicação vivendo em um estresse infinito vendo todo o seu talento ser desperdiçado tendo até que trablhar em dois empregos para equilibrar as contas, Walter é o retrato da desilução com o sonho americano, aquele sonho que antes era pintado com tanto otimismo, que ele acreditou durante toda a sua vida e que era o caminho correto a se seguir, mas na realidade ele estava bastante frustrado, o que o levou a cometer tantos crimes. É um caso parecido com Raskolnikov de Crime e Castigo.
Assim como Walter, Raskolnikov se via como um gênio, alguém que estava acima dos outros e que se via como apto para julgar as pessoas, Raskolnikov via para si um futuro brilhante e sempre esperou ser reconhecido por isso, em Breaking Bad Walter não só se via como um gênio como ele de fato era, mas mesmo sendo brilhante na sua área ele nunca conquistou nada de realmente grande e via dia a dia o seu talento ser desperdiçado. No caso de Raskolnikov ele caiu em um niilismo que foi preenchido por uma ideologia revolucionária, já Walter caiu em um niilismo crônico perdendo totalmente a sua moralidade.
Jesse por outro lado é o retrato da juventude anos 2000 altamente viciado em drogas, em video-games e qualquer coisa que estimule a mente dele, o Jesse é o retrato de uma juventude falida bastante influenciada pela cultura punk, crunge e derivados, óbvio que isso é uma realidade muito mais palpável no Brasil do que nos Estados Unidos, de qualquer forma é o personagem que mais tem insights interessantes e é notável que ele tem um senso de honra bem maior que o Walter demonstrando que no fundo bem lá no fundo ele não é tão criminoso.
Outro personagem que chama a atenção é Saul Goodman, Saul é um advogado corrupto como qualquer advogado de porta de cadeia, ele manipula, mente e distorce tudo para favorecer o seu lado e o lado dos seus, parente distante de agostinho carrara Saul é o personagem que move a trama praticamente e que eu vou desenvolver melhor quando eu lançar o meu vídeo sobre Better Call Saul. Ou seja, Breaking Bad está lotado de personagens que você pode encontrar facilmente na vida real
Mas nesse vídeo eu queria me concentrar mais no Walter White e no seu complexo de frustração, a parte da motivação de Walter é a parte mais interessante de se analisar, afinal de contas por que ele entrou nessa vida? Foi apenas por frustração? Por não ter dinheiro pra pagar o tratamento de câncer? A verdade é que como ele mesmo diz "eu nunca me senti tão vivo" ele jamais se arrependeu de todos os crimes que cometeu e chegou inclusive a comentar sobre "eu tive muito medo durante toda a minha vida, 50 anos, medo do que podia acontecer, mas desde o meu diagnóstico eu consigo dormir bem" Walter seria um caso de um homem que nunca conquistou nada relevante e que nos seus últimos anos de vida decidiu ligar o automático e não viver mais baseado na ansiedade ou no medo, uma vida sem brilho e medíocre, essa parte da série me lembra bastante Um dia de Fúria. em resumo Breaking Bad é a minha série favorita, é a melhor coisa que Hollywood já produziu desde Os bons Comapnheiros.
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Flapjack era sinistro
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“O decadentismo de Clark Ashton Smith
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Quizás podrías enviar un doc de google o algo similar para poder leer tus trabajos.
¡Gracias!
www.listal.com/list/listal-users-top-100-movies
Thank you!
until the 21st of Sept but I haven't even started the Brother's Karamazov yet... I have some time off tomorrow and I think I will try to start reading it. This summer was supposed to be my free time but I got a new job and now it's even more running up and down for me than ever before. Unrelated, would you mind making a list of books you've read this year so I can add it to my Humans still read list, it's cool if you don't want to also.
I was afraid It will end in disgrace. Hopefully didn´t happen.
So much things to think about. It´s long, deeply psicological and philosophic. In a few words, I was impressed with Notes From The Undeground and this one expands the plot of digging in the mind of morally grey characters absorbed by poornes, suffering and other characters that are just pieces of shit. A truly great piece of fiction and one of the finest novellas I´ve read. Looking for reading The Idiot and Brothers Kamarazov.
Literalmente a segunda maior carga tributária do mundo.
Alguns até que são bons