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meu gosto é superior ao seu, apenas


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critérios:

1-terrível(Dragon Ball Super, Shojo Tsubaki Midori, Ultragash Inferno )
2-péssimo(family guy, 007 Diamonds Forever, Anne Frank Diary)
3-mau gosto(Wonder Egg Priority, Shrek 3 )
4-mensagens ruins(Komi San, Fauno, Cana√£)
5-medíocre(Demon Slayer, Django Unchained, The Pit and the Pendulum)
6-decente(Hunter X Hunter, 007 Skyfall, Oedipus At Colonus )
7-bom(Gundam 079, Spider-man 2002, El Amor En Tiempos de Colera)
8-muito bom(Cowboy Bebop, Apocalypse Now, The Idiot)
9-excelente(Star Trek Deep Space Nine, Casino, 100 a√Īos de soledad)
10-perfeito(Evangelion, Goodfellas, Brothers Karamazov)

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The Fall review

Posted : 2 days, 5 hours ago on 5 October 2022 03:52 (A review of The Fall)

Pessoalmente não gosto da obra de Camus, não que tenha algo contra ele, mas como um autor eu realmente não consigo ver esse brilhantismo que tantos dizem por ai, considero quanto menos interessante ler a sua obra já que ele é um dos expoentes do existencialismo, The Fall é um livro experimental e bastante ousado no sentido de tocar temas que até então eram tabu na Europa, com um personagem soltando comentários sarcásticos sobre vários temas relevantes como a não existência, não inocência, prisão e etc contada desde a perspectiva de um juiz penitente, do qual conta em uma espécie de monólogo com um estilo de escrita baseado em influxos de consciência é por excelência um estudo de personagem, como muitos por aí. O "juiz" comenta alguns assuntos enquanto dialoga com alguém que parece estar sendo condenado e solo, não há uma trama fixa, não há um objetivo, não há tensão, apenas puro falatório sobre coisas aleatórias que não significam nada na história, é um desperdício na verdade porque quem sabe poderia ter sido uma reflexão ou um memento mori igual a Morte de Ivan Illych, 90% do livro é sobre o protagonista demonstrando todo o seu niilismo e apatia frente a vida, nesse aspecto é um caso similar a "O Estrangeiro" do mesmo autor, a diferença é que O Estrangeiro tinha trama, esse por outro lado não.

Na obra apenas o protagonista de personagem, o grande problema do livro como um todo √© que nada parece ter conex√£o com nada, o protagonista tece v√°rias cr√≠ticas em rela√ß√£o a igreja cat√≥lica, porque foi cat√≥lico? no, Porque esteve envolvido de alguma forma? No, simplesmente fala e fala sobre esses aspectos e s√≥, n√£o h√° conex√£o com a obra, n√£o √© como se isso afetasse de todos os modos, o protagonista sequer acredita em Deus, isso por outro lado reflete a vis√£o niilista e ateia de Camus, o que para algu√©m que diz ter sido influenciado por Dostoyevsky √© no m√≠nimo decepcionante, me pergunto se Camus realmente leu Dostoyevsky porque literalmente todas as quest√Ķes abordadas no livro est√£o em obras como Os Irm√£os Karamazov, Crime e Castigo, Mem√≥rias do Subsolo e etc. Deus √© uma necessidade moral e l√≥gica, a inoc√™ncia e a fraternidade devem ser conservadas por motivos de conviv√™ncia, inclusive um darwinista poderia concordar com esse ponto de t√£o l√≥gico que √©. E como se n√£o fosse o suficiente o livro termina sem conclus√£o, assim como O Estrangeiro deixando como se tivesse sido uma leitura desnecess√°ria.

Um dos motivos pelo qual desprezo o movimento existencialista √© pelo motivo que esse movimento excluiu qualquer tipo de valor espiritual do seu campo de estudo, isso considerando que o existencialismo em si nasceu de quest√Ķes ligadas a Deus e ao esp√≠rito, assim √© como se fundamenta a obra de Kierkgaard, o pai original desse movimento, o existencialismo saiu de quest√Ķes superiores para simplesmente ser cooptado por fil√≥sofos progressistas como Sartre e Simone de Bost... Boveaur que serviu mais para naturalizar e trazer ao debate filos√≥fico quest√Ķes de g√™nero dando um ponta p√© no feminismo te√≥rico que se degenerou em libera√ß√£o sexual que se desenvolveu para o surgimento do movimento gay e que logo ap√≥s originou aquele movimento daquela palavra com P que n√£o posso mencionar porque R.E.G.R.A.S do site.

Retornando ao livro, mencionei que havia personagem no? Isso é, existe personagem mas não existe trama, não há objetivo, não reclamaria se ao menos os monólogos tivessem conexão em si e se tratasse de algo genial e profundo que nunca se houvera visto antes, porque se é sobre niilismo, Memórias do Subsolo faz esse trabalho melhor, se é sobre cinismo, The Catcher in the Rye faz por igual de forma que já ficou claro que não gostei do livro, realmente é assim de simples;

4/10


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Pride And Prejudice review

Posted : 1 week, 1 day ago on 29 September 2022 08:41 (A review of Pride And Prejudice)

Orgulho e Preconceito é uma dessas novelas europeias sobre dramas familiares, sobre aristocratas e romances melodramáticos que já vimos mil vezes, não é especialmente ruim, mas tão pouco é a obra prima da humanidade como alguns dizem ser, incialmente devo aclarar que como novela psicológica é bastante competente ao descrever como funciona a mente feminina, seus costumes, inseguranças, medos e até algo mais profundo como traumas e etc, nesse sentido poderia recomendar o livro como um estudo psicológico não apenas sobre o comportamento feminino como o comportamento aristocrático, sendo um livro histórico nesse sentido pois como já sabem, a literatura como método de ensino é muito mais eficiente que os livros que são meramente teóricos, falar sobre o contexto social e psicológico de uma época nos aproxima muito mais sobre o que foi aquele momento em específico.

Menciono isso e contudo o livro não é sobre fatos históricos, é sobre drama familiar, que drama seria esse? Sobre casamentos arranjados, dotes, dinheiro, fofocas, intrigas e etc, sim, é tão interessante quanto parece, me agrada o fato de que a autora não idealiza nem sataniza os aspectos femininos e masculinos e pelo contrário tenta construir uma moral de que todos temos defeitos, que nossa natureza imperfeita nos impede de discernir certos aspectos positivos do próximo, que o orgulho pode levar a negação da realidade, a julgamentos injustos e etc, nesse sentido a mensagem do livro é bastante inofensiva e bonita. Com uma temática psicológica de drama familiar poderia ser certamente um bom livro ou quem sabe um excelente livro no? No, é invariavelmente certo que a autora se esforçou em tornar o livro o mais interessante possível, contudo Orgulho e Preconceito sofre com um problema muito simples, que é de não ter TENSÃO, em todo o livro ocorre pouca ou nula coisa, os personagens quase que todo o tempo estão conversando sobre casamentos ou dotes de dinheiro, com uma pitada de melodrama para não dizer que não há nada.

Os personagens evoluem de uma forma convincente apesar de que mudam bem pouco, menciono em especial a personagem de Jane, Jane √© um prot√≥tipo do pr√≠ncipe Myshkin de Dostoyevsky, √© boazinha, sem carisma, sem personalidade, √© boa porque sim, √© quase uma Rei Ayanami s√≥ que com uma ou duas express√Ķes a mais, Myshkin pelo menos tinha seus momentos de descontrole emocional, tinha defeitos assim como era um personagem ativo da sua hist√≥ria. O restante dos personagens s√£o at√© certo ponto complexos, possuem interesses ego√≠stas e materialistas que a autora de forma inteligente busca criticar, nesse aspecto tendo a concordar com Austen, o dinheiro em uma rela√ß√£o n√£o pode ser negligenciado ao mesmo tempo que n√£o pode ser posto como fim √ļltimo, isso a longo prazo desgastaria e tornaria as rela√ß√Ķes humanas mais como um contrato de escambo que uma rela√ß√£o transcendente.

O que me impede de dar uma nota mais alta para Orgulho e Preconceito √© o fato da trama ser t√£o mon√≥tona, √© algo que os russos souberam contornar brilhantemente, se √© um romance social ent√£o ele deve ter drama, trama, a√ß√£o, algo mais profundo que apenas a vida mon√≥tona e mesquinha de um burgu√™s. Ainda sim reconhe√ßo o seu valor hist√≥rico como pe√ßa fundamental da literatura mundial, n√£o √© um mau livro e pelo contr√°rio poderia ter sido ainda melhor, quem sabe se houvesse tido uma trama a mais al√©m de mulheres hist√©ricas e interesseiras, estou de acordo parcialmente com a mensagem da obra, me agrada uma parte dos personagens apesar de que nenhum √© explorado profundamente fora as suas a√ß√Ķes e etc.

6/10


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Persona review

Posted : 1 week, 4 days ago on 26 September 2022 03:26 (A review of Persona)

Antigamente gostava bastante dos filmes do Bergman e desses filmes mais experimentais como Eraserhead ou Seventh Seal, eram interessantes em um momento porque davam a impressão de serem coisas muito profundas, mas com um pouco de maturidade entendi que algo não é profundo apenas porque se diz ou parece profundo, é mais um recurso estético que qualquer coisa, coisas simples como um filme de animação pode ser tão profundo quanto qualquer livro de filosofia e etc, tudo depende do gênio artístico do autor. Algo que detesto nesses filmes experimentais é justamente que não possuem personagens interessantes ou sequer algo que me prenda sem cair em um sono profundo, em grande parte esses filmes tentam ser diferentes ao ponto que deformam a narrativa tornando-a intragável e tão diferente que as coisas se tornam impossíveis de entender, caindo no subjetivismo.

O caso de Persona é para lá de curioso porque o drama não é subjetivo e tem contornos psicológicos, Persona é um filme sobre uma atriz que decidiu se isolar do mundo devido a problemas emocionais graves, tendo o acompanhamento de uma enfermeira que é a sua contraparte, que fala incessantemente coisas da protagonista como se coisas dela mesma, o que é um simbolismo do drama da protagonista entre o eu "pessoal" e o eu "atriz" o filme então relata em forma de diálogos muito chatos parte da vida da protagonista, digo chato porque são diálogos e diálogos sobre partes aleatórias dando-nos uma pista sobre o passado promíscuo dessa atriz. Algo que não é mostrado no filme é precisamente o que levou ela a esse estado, se foi a gravidez, a vida conjugal ou sei lá simplesmente enlouqueceu e ponto. Outro aspecto que pode soar negativo a um princípio é o uso de frases filosóficas soltadas ao ar, frases sobre a perda de fé e etc, o que é mais uma pista sobre como a protagonista chegou aonde chegou.

O problema maior de Persona √© justamente que o drama √© exagerado para as situa√ß√Ķes, os personagens est√£o constantemente chorando ou se agredindo, o que seria interessante de analisar desde uma perspectiva psicol√≥gica, todavia n√£o h√° suficiente tempo para conectar com o drama da protagonista, que √© outro ponto a se falar, n√£o h√° caracteriza√ß√£o, h√° fatos sendo narrados e s√≥, a protagonista fica 90% do tempo calada sem sequer reagir ao que est√° ouvindo, a enfermeira apenas narra fatos e aparenta estar quebrada emocionalmente, coisa que n√£o conecta com nada porque o filme n√£o nos d√° contexto suficiente, o ritmo √© lento e ainda sim n√£o termina de te convencer a n√£o ser que tenhas uma sensibilidade maior para esse tipo de hist√≥ria, me agrada o conceito e acredito que tem potencial para algo maior, pero esses pontos que mencionei arruinaram boa parte do drama.

Outro ponto que arruína o filme é como já mencionei, o fato de ser excessivamente monótono, tão monótono que dá sono, inclusive tenho uma anedota sobre isso, tive que ver o filme duas vezes porque na primeira dormi(isso considerando que são uma hora e vinte de filme) e nisso sonhei que estava no filme como um stalker observando os personagens em um arbusto, apenas isso. De resto me agrada a estética preto e branco com cenários envolvendo mar e sombras fortes, nesse sentido o filme é bastante engenhoso e consegue passar perfeitamente essa sensação de vazio e solidão. Poderia ter sido melhor com certeza mas no que me consta é 5/10.


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Once Upon a Time [Windaria] review

Posted : 2 weeks ago on 23 September 2022 09:18 (A review of Once Upon a Time [Windaria])

Windaria √© um belo exemplo de um conceito genial que foi estragado devido a decis√Ķes ruins dos diretores, para come√ßar n√£o se trata de um anime ou OVA retardado comum √† √©poca em que saiu, j√° sabem, nessa √©poca entre os anos 80 e 90 os filmes e OVA's giravam em torno de viol√™ncia, gore e sexo descerebrado com pouco ou nula √™nfase na hist√≥ria ou nos personagens com conceitos idiotas sobre nada. Windaria por outro lado √© um anime com hist√≥ria e um world building potente que daria certamente e dentro de um hipot√©tico contexto uma extensa e vasta explora√ß√£o tem√°tica, estamos falando de um reimagina√ß√£o de algumas hist√≥rias europeias como Romeu e Julieta, Guerra e Paz e etc, com reinos, guerras, amores imposs√≠veis, conflitos √©tnicos, alegorias filos√≥ficas, conspira√ß√Ķes, drama psicol√≥gico e etc, cercado por uma ampla gama de personagens cada um com as suas motiva√ß√Ķes particulares e etc, um verdadeiro √©pico em forma de anime e nesse sentido considero como um dos animes mais criativos que conhe√ßo.

Tristemente tudo o que eu disse n√£o serviu de nada porque simplesmente os diretores decidiram fazer um filme ao inv√©s de uma s√©rie completa de 25 ou mais epis√≥dios, o que arruinou n√£o s√≥ o desenvolvimento dos personagens como tamb√©m arruinou a trama em si, isso √©, talvez o √ļnico problema de Windaria seja o seu ritmo absurdamente r√°pido que n√£o nos d√° suficiente tempo para explicar as coisas, quem s√£o o reino de Paro ou Itha, quem diabos √© a rainha de Itha, o rei de Paro, por que ele invadiu Itha, quem era o conselheiro sinistro da rainha? Como a Julieta conheceu o Romeu(esqueci os nomes) por que diabos o protagonista(ou suponho seja o protagonista) traiu o povo de Itha, que diabos houve com ele? Quem era o homem que o convenceu a trair Itha? Por que o pr√≠ncipe matou o pr√≥prio pai? Simplesmente s√£o tantos conceitos e tantas tramas que √© imposs√≠vel resolver tudo em um √ļnico filme, ainda que sejam quase duas horas de filme fica evidente que se trata de um trabalho incompleto. Os personagens como j√° mencionei, s√£o secos e carecem de personalidade devido ao ritmo insano que atropela a narrativa.

Nesse sentido vejo que foi um tremendo desperd√≠cio e que seria muito melhor que fosse uma trilogia de filmes ou mesmo uma s√©rie completa, fica claro que as ambi√ß√Ķes do autor foi de construir um √©pico ao estilo Guerra e Paz com essa trama de Romeu e Julieta considerando que √© imposs√≠vel adaptar em um filme de duas horas um livro de mil p√°ginas o resultado por incr√≠vel que pare√ßa n√£o √© um desastre completo, ainda est√° a√≠ o conceito, est√° tamb√©m um rascunho de explora√ß√£o psicol√≥gica, realmente recomendo para quem queira ter inspira√ß√£o, creio que em outro contexto Windaria poderia ter sido um dos melhores animes da hist√≥ria e falo sem medo porque o conceito √© um tanto ousado para a √©poca.

6/10


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Serotonin: A Novel review

Posted : 2 weeks, 4 days ago on 18 September 2022 09:31 (A review of Serotonin: A Novel)

Houellebecq é um autor interessante em vários aspectos, primeiro pela sua visão bastante original sobre vários temas, em específico sobre a islamização da Europa e sobre a vida moderna, tema do qual é o foco em Serotonina que é mais uma dessas novelas psicológicas sobre alguém mentalmente enfermo, o livro narra a vida de Florent, um francês que se divorciou devido a um relacionamento tóxico com sua ex, caindo no vício e hedonismo degenerando não só em costumes como o próprio corpo tendo crises severas de depressão e desenvolvendo vícios sexuais extremos e até criminosos. Bueno, toda estrutura do livro é narrada em primeira pessoa com Florent descrevendo sua vida através de um fluxo de consciência, um dos métodos mais eficientes para caracterizar e aprofundar um personagem.

Se pudesse resumir Serotonina seria como se fosse uma cr√≠tica severa sobre o mundo moderno, em especial os pa√≠ses de primeiro mundo que experimentam hoje um auge econ√īmico sem precedentes, um criticismo sobre o consumismo e sobre como estamos vivendo uma vida vazia vivendo para ganhar dinheiro e consumir coisas que n√£o precisamos e que at√© nos destr√≥i f√≠sica e mentalmente. O autor tamb√©m nos mostra os efeitos diretos da pornografia atrav√©s do protagonista que vai de v√≠deos er√≥ticos com prostitutas at√© o extremo da pedofilia que √© o ponto mais baixo, nesse sentido o livro √© bastante macabro porque narra com riqueza de detalhes a decad√™ncia de um homem, estando mais a par que a obra de Ozamu Dazai. Florent √© um personagem sumamente c√≠nico, cinismo esse que se origina da sua depress√£o e falta de serotonina, √© um pervertido que enxerga no sexo o sentido √ļnico da vida, algo n√£o t√£o distante de certas pessoas do mundo real.

E √© quando este perde o desejo sexual que percebe que n√£o h√° sentido na vida, caindo em uma espiral de niilismo agonizante destruindo e rescrevendo v√°rios conceitos que ele tinha, √© um caso similar a Houlden ou o homem do subsolo s√≥ que ainda mais severo, realmente Houellebecq conseguiu transcrever da forma mais real a mente de um depressivo. Em geral algumas dessas obras tendem a romantizar e colocar as pessoas c√≠nicas como gente superior e cool, quando na verdade s√£o apenas gente emocionalmente quebrada que n√£o v√™ brilho em nada, aut√™nticos L O S E R S. E se por um lado o mundo moderno √© uma cagada Houellebecq tamb√©m arruma meios para criticar esses aspectos j√° que Florent √© por outro lado um reflexo de uma gera√ß√£o, uma gera√ß√£o de gente ap√°tica, pervertida e consumista que carece de valores genuinamente elevados como a disciplina ou o amor ao pr√≥ximo. Nesse sentido o criticismo de Houellebecq √© cir√ļrgico.

Serotonina é por tanto um autêntico relato psicológico sobre o declínio de um ser humano, tomado pelos prazeres, pelo hedonismo e pela falta de propósito que se degenerou em depressão e genuína apatia, algo que achei interessante é o fato de que o autor menciona não apenas a degeneração emocional de Florent mas também a sua degeneração física engordando, perdendo cabelo, o desejo sexual caindo em uma profunda solidão fechando o livro com um final pessimista e uma advertência mais ou menos conclusiva sobre o tema. Também vale destacar alguns insights do narrador como a de que uma sociedade movida pelo consumismo terminaria inevitavelmente detestando e repudiando o seu passado, também é interessante.

Sobre a qualidade do livro, n√£o √© um livro perfeito e sinceramente um dos pontos negativos que posso mencionar √© o ritmo lento e mon√≥tono, tamb√©m √© um tanto inc√īmodo que o narrador fique mencionando a cada par√°grafo a bunda de alguma mulher que lhe passa, √© entend√≠vel pelo n√≠vel de Florent como pessoa mas n√£o deixa de gerar inc√īmodo, tamb√©m cabe mencionar que √© um livro bastante pesado e envolve temas macabros como pedofilia e uso de drogas, √© algo que realmente n√£o recomendaria a um amigo.


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The Maxx review

Posted : 4 weeks, 1 day ago on 8 September 2022 09:09 (A review of The Maxx)

Em geral tendo a detestar profundamente o g√™nero de her√≥is por v√°rias raz√Ķes, uma deles √© porque s√£o sumamente repetitivas com clich√™s e mensagens maricas sobre pacifismo e ecologia(com excess√£o de Watchmen e Batman) sempre ressaltando os valores mais mainstream poss√≠veis em uma tentativa pat√©tica de parecer rule of cool, o que eu disse √© 80% das hist√≥rias da DC e Marvel, em especial nessa √©poca onde tudo tem que conter milit√Ęncia globo hom0, nesse aspecto eu tendo a preferir as obras orientais como os shounens e etc. Outro aspecto que detesto nos quadrinhos americanos √© a sua insist√™ncia em manter o status quo, os her√≥is n√£o podem matar ningu√©m, nenhum her√≥i morre e se morre tem que ser constru√≠do outro universo com ele porque n√£o podemos magoar os fanboys, chega em um ponto em que tudo se resume a crossovers e mais crossovers.

Outro aspecto que vejo poucos notarem √© o rid√≠culo que √© em conceito, homens adultos vestidos de colan lutando contra outros adultos vestidos de colan como se fosse um desfile de carnaval, n√£o creio necess√°rio dizer que a est√©tica de heroi est√° desgastada. Fora a fandom t√≥xica que se originou de tudo isso, gente adulta gritando porque h√° um ou outro ator caro no filme, a fandom de her√≥is se tornou t√£o irritante quanto a fandom de Futebol ou de Jojo. O que n√£o quer dizer que todas as obras de super heroi s√£o ruins, ainda mais quando esta recai nas m√£os de escritores h√°beis como Alan Moore. √Č o caso de The Maxx que vai muito al√©m da est√©tica de super her√≥is convencionais, tendo elementos surrealistas e uma est√©tica que vai desde os comics edgy dos anos 80 at√© estilos mais cartunescos como os desenhos mais antigos do cartoon e nickelodeon.

Nesse sentido devo por muito elogiar a est√©tica de The Maxx, √© diferenciada tanto no comic como na adapta√ß√£o, a adapta√ß√£o, feita pela mtv, mistura recortes do pr√≥prio comic para certas cenas dando um ar de algo feito em flash, oque n√£o quer dizer que seja ruin, possui movimentos bastante flu√≠dos em diversas cenas, ainda mais que quem adaptou conseguiu captar perfeitamente o sentimento cinza e de jazz do comic, basicamente n√£o tenho queixas da produ√ß√£o, a trilha sonora est√° ok, os tra√ßos s√£o sumamente criativos com v√°rios formatos de cr√Ęnio e uma perspectiva totalmente estilizada com o t√≠pico background de cidade punk anos 80.

Ok, √© uma s√©rie com boa anima√ß√£o e est√©tica criativa, uau, e a hist√≥ria? A hist√≥ria √© fant√°stica em todos os sentidos, tanto na explora√ß√£o de temas como em desenvolvimento de personagens, The Maxx conta a hist√≥ria de Max, um vagabundo sem teto que est√° preso a uma alucina√ß√£o que o teleporta para outro mundo de forma involunt√°ria, esse mundo √© fruto da sua esquizofrenia e n√£o existe de verdade, nele Maxx √© forte, poderoso, indom√°vel e com uma nobre miss√£o de defender a rainha da floresta, um mundo bem isekai das ideias, mas quando volta ao mundo real volta a ser o vagabundo sem teto e abandonado vivendo com aux√≠lio de uma assistente social que usa roupas provocantes. No mundo real Maxx n√£o deixa de ter alucina√ß√Ķes, vendo an√£ozinhos deformados e tendo a mania de que est√° sendo perseguido por um lun√°tico mis√≥gino chamado Mr Gone. O arco de Maxx gira em torno da sua loucura sobre n√£o conseguir se adaptar ao mundo real se envolvendo em v√°rias encrencas por achar que √© um super heroi.

Julie Winters √© uma assistente social que decide se "sacrificar" pra ajudar esquisit√Ķes como Maxx, livrando-o de problemas, dando comida e etc. Winters √© uma esp√©cie de m√£e para Maxx, que a enxerga como a rainha da floresta em sua alucina√ß√£o, Julie √© a t√≠pica Misato da hist√≥ria, est√° a√≠ para auxiliar o protagonista loser ao mesmo tempo que esconde problemas emocionais graves. Temos tamb√©m Mr Gone que √© um lun√°tico mis√≥gino que tem uma estranha conex√£o com Maxx, com ele sabendo de tudo sobre as suas alucina√ß√Ķes e etc. Gone √© o t√≠pico vil√£o Coringa que est√° a√≠ mais para causar o caos e ser carism√°tico, n√£o atoa que cada apari√ß√£o sua √© um roubo de cena. Temos tamb√©m Sara que √© uma jovem ap√°tica e antissocial que sofre bullying e etc, manifestando uma profunda car√™ncia de sentido insinuando v√°rias vezes que ir√° se matar e etc.

Bi√©n, Bi√©n, n√£o √© necess√°rio dizer que cada personagem √© sumamente complexo e que possuem dilemas fant√°sticos a n√≠vel de explora√ß√£o tem√°tica, come√ßando por Maxx, que √© como eu j√° referi, um vagabundo que tem alucina√ß√Ķes em que se v√™ em um mundo de fantasia onde ele √© o her√≥i, as implica√ß√Ķes disso embarcam o campo da psican√°lise pois se trata de algo bastante comum a cada ser humano, como a pr√≥pria s√©rie explica "todos n√≥s temos dois mundos, o mundo consciente(mundo real) onde somos v√≠timas das circunst√Ęncias e o mundo inconsciente, um lugar aconchegante, colorido e v√≠vido onde podemos ser o que quisermos" a busca por uma realidade que nos isole da nossa pr√≥pria realidade √© conhecido como escapismo, uma forma de fugir dos problemas que nos cerca, o escapismo pode existir de v√°rias formas, desde drogas a realidade virtual podem ser classificados como tal, vi pouqu√≠ssimas pessoas falando sobre esse tema e sobre como ele pode impactar a percep√ß√£o das pessoas sobre a realidade, muitas pessoas que est√£o perdidas no escapismo perdem a sensibilidade e as intera√ß√Ķes saud√°veis com as pessoas, a maior prova disso s√£o os √≠ndices astron√īmicos de ansiedade e depress√£o motivados por percep√ß√Ķes err√īneas de que devemos ser perfeitos ou que as pessoas nos devem algo apenas porque em meu mundo imagin√°rio individualista √©.

E fico feliz que a s√©rie d√™ uma mensagem contra essa mentalidade, o que tamb√©m n√£o significa que n√£o podemos ser escapistas em nenhuma ocasi√£o, ver coisas para desligar o c√©rebro ou criar mundos de fantasia para esquecer o mundo ao redor muitas vezes pode ser algo ben√©fico dependendo das circunst√Ęncias, todos temos um lado escapista, hedonista ou mesmo prom√≠scuo internamente que pode ou n√£o ser potencializado com o tipo de conte√ļdo que consumimos. Nesse sentido a caracteriza√ß√£o de Maxx √© perfeita e somado a explora√ß√£o on√≠rica usada pela est√©tica surrealista torna este um dos personagens mais complexos desde Evangelion. A trama de Julie tamb√©m √© igualmente on√≠rica at√© a segunda parte, √© uma personagem com v√°rios traumas e problemas emocionais graves e sua condi√ß√£o a levou a ser assistente social ajudando gente como Maxx, seu personagem √© sumamente complexo e bem desenvolvido na segunda parte, tanto quanto Maxx.

Sara por outro lado é a típica adolescente edgy com vários problemas emocionais devido ao seu corpo, que é reflexo a do descaso e das constantes brigas entre ela e a mãe que parou nos anos 60, Sara tenta insinua por várias vezes ao longo da série que vai se suicidar, sua depressão parte de um vazio existencial que sente por não encontrar sentido algum na vida, nada ocorre e tudo que ocorre é algo negativo, fazendo-a se questionar o porque de ainda estar viva, algo como o Dilema do Homem Ridículo, é igualmente um bom personagem apesar de que possui apenas um episódio e meio de desenvolvimento. Gone por sua vez é o típico vilão de filme que tem um plano maligno para destruir os protagonistas, pero no, seu drama gira em torno de que enlouqueceu de forma similar a Maxx, talvez isso explicando a sua conexão com o mundo fictício de Maxx. é ele quem catalisa os problemas dos personagens os levando a catarse final que é bastante comovente.

Em resumo, The Maxx é não só um desenho esquecido de MTV é umas das mais profundas, tétricas e sombrias séries de animação, seu background é bastante inteligente já que serve como crítica ao meio sobre como são tratados as pessoas com problemas cognitivos, seu maior problema reside no fato de ter deixado muitas coisas em aberto, sobre quem foi Maxx antes de ter enlouquecido, qual o destino de Sara, Gone ou de Julie, se resolveram seus problemas internos e etc. Não chega a ser perfeita mas com tudo com que me foi apresentado a nota não poderia ser menor que um 9/10 simplesmente um dos comics mais interessantes desde Watchmen(que aliás, The Maxx teve o dedo do Alan Moore).

NOTA:

PERSONAGENS:10/10
TEMAS:10/10
ARTE:8/10
DESENVOLVIMENTO:10/10

9,5/10


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O Mistério Mais Antigo da Humanidade: O Homem

Posted : 1 month ago on 7 September 2022 08:50 (A review of Solaris)

Um dos problemas de Lovecraft, Asimov e outros autores de Terror e Sci Fi √© que suas hist√≥rias tendem a ser em sua maioria conceituais, carentes de personagens, caso que n√£o ocorre com Mary Shelley que tem o conceito mas n√£o menospreza a caracteriza√ß√£o. Tamb√©m incorre que muitas dessas obras recaem em cr√≠ticas superficiais, √© s√≥ ver essas obras mais experimentais que notar√°s que os personagens na maioria dos casos s√£o secos e entediantes, fator que ajuda a matar o interesse do p√ļblico mais baixo n√≠vel. √Č algo que Philip Dickens tentou resolver e que fullmetal executou brilhantemente. Parte dessa apatia em rela√ß√£o a caracteriza√ß√£o dos personagens surge da aspira√ß√£o dos autores de serem diferentes o m√°ximo poss√≠vel, lhes digo no entanto que uma obra com personagens secos √© uma obra morta n√£o importa o conceito.

Solaris de Stanislaw Lem é um livro bastante raro de um autor desconhecido sobre um conceito ainda mais raro, o plot da história gira em torno de Solaris, um planeta errante que foi descoberto pelos humanos e que passa a ser material de estudo dos mesmos, ao entrar em contato direto com o planeta descobrem que ele está envolto de um mar vivo e consciente que é capaz de materializar e entrar adentrar nos aspectos mais profundos dos cientistas encarregados, a história segue a narrativa de Chris Kelvin que é um cientista que ficou encarregado de estudar o Solaris em uma estação espacial que estava caótica devido aos efeitos do planeta, Kelvin então se depara com uma réplica de sua esposa que havia se suicidado anos antes, feita pelo planeta, Kelvin usa essa oportunidade para tentar entender os motivos do seu suicídio apesar de estar ciente de que se trata de uma mera réplica. Os cientistas tentam desesperadamente entender o oceano vivo do Solaris caindo na materialização de várias de suas lembranças.

Bueno, Bueno, para começar, esse conceito é genial por si próprio porque nos dá toda uma justificativa para explorar psicologicamente os personagens através dos simbolismos freudianos adquirindo com isso uma caracterização profunda de cada um, o segundo ponto é a exploração temática que isso tudo gera, estamos falando de uma história que em teoria poderia envolver muitos temas, temas da psicologia, escapismo, socialismo, existencialismo, individualidade e natureza humana porque se pensar bem o Solaris é um paralelismo com a busca incessante dos humanos de se entender. Com tudo que mencionei até aqui fica implícito que esse livro tem potencial para obra maestra, em teoria poderia ter sido em uma realidade hipotética o melhor romance já escrito, infelizmente não vivemos nessa realidade como veremos;

Meu primeiro contato com o livro foi sumamente positivo devido ao plot, sua linguagem por outro √© bastante t√©cnica, cheia de termos cient√≠ficos que podem ser dif√≠ceis de entender para leitores mais casuais, o que poderia considerar um erro porque estar√≠amos ent√£o falando de uma linguagem rebuscada que carece de uma estil√≠stica mais refinada, todavia se j√° leram qualquer obra de Dostoyevsky j√° devem saber que isso pouco importa se o conte√ļdo for suficientemente desenvolvido. No caso de Solaris √© mais um aspecto da narrativa que da estil√≠stica, grande parte da obra √© sobre como os cientistas est√£o curiosos em rela√ß√£o ao planeta, o que √© um erro consider√°vel j√° que grande parte do livro √© tempo morto com divaga√ß√Ķes t√©cnicas sobre o planeta, sobre as seitas que se originaram em torno dele e algumas coisas, desperdi√ßando um tempo consider√°vel que poderia servir como impulso para embarcar temas mais pesados como a psican√°lise em vez de teorias cient√≠ficas in√ļteis j√° que esse √© o plot inicial.

Outro problema que verifiquei é que boa parte dos personagens permanecem estáticos durante a obra e apesar de ter gostado da trama do doutor eu reconheço que não houve um grande desenvolvimento. Por outro lado ouvi dizerem que o livro se trata de uma alegoria ao comunismo soviético devido a que Solaris seria uma consciência coletiva que está condensada no oceano, algo bem Evangelion das ideias, porém não vejo como uma crítica, apologia ou qualquer coisa do tipo, vejo mais como uma hipotética e subjetiva referência, porque afinal de contas a política não é o foco do livro. Nesse aspecto considero Eden It's an Endless World bastante superior a Solaris por abordar diretamente esses temas com um aprofundamento maior.

Os seus pontos positivos residem mais no conceito que na execução e com isso sou obrigado a dar uma nota menor que eu desejaria;

6/10


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Angustia review

Posted : 1 month ago on 1 September 2022 09:13 (A review of Angustia)

Certa vez me perguntaram qual era o equivalente de Dostoyevsky na literatura brasileira, respondi que n√£o havia nenhum, por√©m se h√° algu√©m que se aproxima bastante disso √© Graciliano Ramos, respeito o que ele tentou fazer com esse livro j√° que pouqu√≠ssimos autores brasileiros tentaram se aventurar no existencialismo e em quest√Ķes mais avan√ßadas, a maioria caia em proselitismo ideol√≥gico, coisa que converteu obras que em conceito eram interessantes mas que terminaram por sucumbir aos ditames ideol√≥gicos dos autores, caindo em uma categoria de romances panflet√°rios. N√£o √© o caso de Graciliano Ramos, ele, apesar de pertencer ao partido comunista, jamais prostituiu a pr√≥pria obra em prol de pregar a luta de classes. De forma que as suas obras s√£o obras e n√£o panfletos.

Angustia √© a vers√£o brasileira de Crime e Castigo, com um personagem introspectivo com v√°rios problemas de ordem emocional que termina cometendo um crime, tendo que lidar com os sentimentos que esse crime gerou. O transfundo psicol√≥gico do protagonista est√° bem manejado, a parte do crime em espec√≠fico √© fant√°stica a riqueza de detalhes das emo√ß√Ķes do protagonista, coisa que se mistura ao dom de Graciliano em descrever cen√°rios o que gera uma cena genuinamente marcante na mente do leitor. O livro √© bastante competente em termos de escrita, apesar dos in√ļmeros palavr√Ķes que s√£o infelizmente um poluente na obra. Apesar de gostar do protagonista e de todo o seu drama n√£o √© como se a obra fosse perfeita, os outros personagens com excess√£o do Protagonista s√£o secos e n√£o ressaltam muito al√©m de fazer um coment√°rio acerca da sociedade brasileira, boa parte do livro √© completamente mundano e pouco ou quase nada ocorre.

O protagonista √© um amargurado, decepcionado e c√≠nico como um Holden Caufield da vida, se define como um oprimido e justiceiro social quando na realidade o faz por puro individualismo, algo ir√īnico se pararmos para pensar. Em resumo, √© um livro que consegue ser decente pela complexa caracteriza√ß√£o de Lu√≠s da Silva mas que falha em caracterizar os outros personagens, considero como um erro o fato de ser demasiado mundano ao inv√©s de ser algo mais impactante, tamb√©m vem a calhar que parte do livro √© autobiogr√°fico ent√£o leiam;

6/10


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The Garden Of Words review

Posted : 1 month ago on 1 September 2022 08:40 (A review of The Garden Of Words)

Uma das caracter√≠sticas que desprezo nos animes modernos √© que em geral s√£o mundanos, est√°ticos, sem tens√£o, infantis, idealistas e uma s√©rie de anti-valores com os quais eu poderia discorrer bastante sobre j√° que querendo ou n√£o esses aspectos refletem o estado mental de uma gera√ß√£o, √© pela arte que conseguimos tra√ßar um perfil psicol√≥gico de toda uma √©poca. Tomem os animes antigos por exemplo, possu√≠am inicialmente uma vis√£o otimista da tecnologia que em parte representava a vis√£o japonesa como um pa√≠s derrotado na segunda guerra mundial e que poderia se superar atrav√©s da tecnologia, ao passo que em √©pocas posteriores essa vis√£o foi substitu√≠da por outra mais pessimista em rela√ß√£o a tecnologia, obras como Ghost in the Shell ou Akira expressam com exatid√£o esse sentimento j√° que na dita √©poca(anos oitenta) o Jap√£o passava pelo seu maior auge econ√īmico, com um desenvolvimento tecnol√≥gico absurdamente r√°pido n√£o era incomum que muitos olhassem com desconfian√ßa.

Em eras mais recentes os animes se tornaram mais mundanos, simples e com tem√°ticas nost√°lgicas como romances, escolas e etc. Boa parte disso reflete a mentalidade atual dos japoneses que basicamente consiste em ser bem sucedido financeira e amorosamente, basicamente primeiro mundo, n√£o √© como se tivessem que lidar com guerras, problemas √©tnicos ou econ√īmicos como em outros lugares, o que deixou boa parte da popula√ß√£o sedada por essa propaganda al√° "sonho americano". O problema de tudo isso √© que essas obras tendem a ocultar as coisas cinzas da vida, pintando-a com um idealismo tosco e juvenil que joga aos jovens japoneses uma realidade que n√£o existe, as vezes as coisas n√£o ocorrem conforme programado, o que √© um choque para aqueles que almejam desesperadamente status social e etc. De forma que o nosso mundo real se assemelha mais √†s distopias dos anos oitenta que aos slice of life modernos.

Bom, dei essa volta inteira apenas para falar desse anime? Hmm, sim, Garden of Words √© mais do mesmo, romance, escola e idealismo. A trama gira em torno de um rapaz que quer se tornar um sapateiro profissional e acaba se apaixonando por uma mulher com a qual se encontra quase todos os dias. Todos os problemas que mencionei nos dois primeiros par√°grafos est√£o presentes aqui, por ser um filme com apenas quarenta minutos √© evidente que seria imposs√≠vel construir um bom romance em t√£o curto per√≠odo de tempo, a narrativa atropela v√°rios acontecimentos, a constru√ß√£o do romance √© for√ßada, os dois est√£o em uma mesma cabana, come√ßam a se olhar e extra! Est√£o apaixonados! V√°rios time skips depois e c√° estamos, de repente h√° alguns bullies atormentando a namorada do protagonista e algumas cenas dignas de novela mexicana e fim! √Č s√≥, n√£o sabemos absolutamente nada sobre a namorada do protagonista, √© mencionado que ela tem uma s√©rie de problemas de ordem psicol√≥gica que nunca s√£o explorados, o protagonista √© seco e sem nenhum carisma.

A √ļnica coisa que sabemos √© que ele quer se tornar um sapateiro profissional e only, n√£o h√° explora√ß√£o tem√°tica, mensagem ou sequer algo interessante para falar, tudo parece ter sido colocado como uma esp√©cie de fetiche por parte do diretor com v√°rios takes de p√©s e j√° sabem. A √ļnica coisa elogi√°vel desse filme √© a anima√ß√£o que est√° fant√°stica a n√≠vel de ilustra√ß√£o com v√°rios cen√°rios, efeitos, ilumina√ß√£o e forte aten√ß√£o aos detalhes, em termos t√©cnicos √© magistral, a m√ļsica que apesar de gen√©rica calha bem pra ocasi√£o. Esse √© o √ļnico ponto alto, o restante j√° sabem, idealista, seco, melodram√°tico e etc. H√° conveni√™ncias, como de Yukino ser professora do protagonista, h√° tamb√©m coisas que n√£o s√£o explicadas como o rapaz que ajudava Yukino. N√£o me d√° muito material para discorrer.

4/10


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Megazone 23 review

Posted : 1 month, 2 weeks ago on 23 August 2022 08:17 (A review of Megazone 23)

Megazone 23 √© um desses filmes anos oitenta que mistura elementos sci-fi cyberpunk com musicais e est√©tica rebelde com alguns conceitos tirados de algum epis√≥dio de Star Trek ou de algum livro do Asimov, a hist√≥ria se passa no espa√ßo em uma realidade falsa criada por uma IA que sobreviveu a uma cat√°strofe global na Terra, criando essa realidade paralela, algo parecido com Magnetic rose de Memories, um conceito sumamente interessante em conceito, ainda mais que envolve mechas, militares, naves espaciais e garotas bonitinhas cantando m√ļsicas de guerra, teria tudo para ser um Macross mas infelizmente cometeu v√°rios erros que minaram o sucesso do filme.

Em aspectos t√©cnicos √© algo bem polarizante porque algumas cenas de a√ß√£o reluzem fant√°sticas enquanto que outras cenas mais simples soam como uma apresenta√ß√£o med√≠ocre do power point, os personagens tem esse tra√ßo caracter√≠stico dos animes 80s com m√ļsica 80s e creio que j√° entenderam o ponto. Sobre o filme em si como j√° mencionei, √© um filme que tenta ser v√°rias coisas, a√ß√£o, romance, c√īmico, suspense at√© mesmo pol√≠tico, infelizmente falha em cada um desses aspectos por causa do seu ritmo acelerado que atropela v√°rios acontecimentos, simplesmente n√£o nos explicam quem √© o protagonista, de onde vem, como descobriu a conspira√ß√£o do rob√ī, por que ele sabe, por que querem mata-lo e etc, s√£o coisas que n√£o s√£o explicadas, s√£o simplesmente mostradas e fica crit√©rio do telespectador adivinhar tudo.

Falha como suspense porque como j√° disse, o ritmo atropela acontecimentos, coisas s√£o deixadas de se explicar o que faz de algumas cenas que em teoria eram para ser dram√°ticas terminam como indiferentes pela rapidez com que ocorre e n√£o ajuda que a trilha sonora e a est√©tica da coisa esteja t√£o vibrante e alegre enquanto guerras, conspira√ß√Ķes, golpes de estado e assassinatos est√£o ocorrendo, nesse aspecto elogio Platabor 2 por manter uma atmosfera mais m√≥rbida. Em megazone 23 os protagonistas s√£o fracos, carecem de uma caracteriza√ß√£o real pelo curto tempo, na verdade n√£o √© uma boa desculpa se considerar que esse filme tem a mesma dura√ß√£o de Perfect Blue. Em resumo Megazone 23 √© um filme med√≠ocre com boas pretens√Ķes que teria sido enormemente beneficiado se fosse adaptado em forma de s√©rie ou ova, espere! H√° uma trilogia de filmes dele, que s√£o completamente irrelevantes e cometem os mesmos erros aqui mencionados.

5/10


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Comments

Posted: 1 month ago at Sep 5 5:40
Tu é uma máquina lendo boy
Posted: 1 month ago at Sep 1 23:21
Arthur Do Valkkkkk
Posted: 2 months, 4 weeks ago at Jul 10 9:47
Bele. Sobre o revolver eu tbm n√£o curti muito de primeira. Tamb√©m gosto de i'm only sleeping, eu amo na verdade, provavelmente minha m√ļsica favorita da banda (√© bem dificil ter uma preferencia, minha preferencia sobre muda)

Meu conselho é, se tu quiser gostar desse album, tera que escutar mais vezes kkkk. Eu super te entendo, também achei chato, e eu re-escutei diversas vezes. Pouco a pouco eu fui curtindo mais musicas e no fim, eu ja tava escutando o album inteiro varias vezes

Só tem duas musicas q eu realmente n gosto: Yellow submarine e doctor robert. Yellow submarine eu odeio, n tanto assim, mas parece q essa musica n tem nada a ver com o album, o refrao, a atmosfera, a letra dessa musica, acho tudo tao chatinho

E doctor robert √© s√≥ uma musica meh entre o aceitavel. No resto, eu acho um album muito gostoso. √Č o meu favorito n√£o s√≥ da banda, mas no geral

Mas em fim. Eu falei demais jakkkkk e to indo dormir AgorA. A gnt pode falar sobre isso mais tarde, tenha um bom dia amigo
Posted: 3 months ago at Jul 7 8:56
5 pra revolver?!

Salve mano, vi que tu curte bastante dostoievsky e livros no geral, bora bater um papo um dia desses? (só deixar seu discord ai ou a gnt pode cnvsar por aqui mesmo, se quiser, claro)
Posted: 4 months ago at Jun 4 22:19
Thank you very much for your new votes!
Posted: 4 months ago at Jun 4 22:19
Sorry for this second comment: I don't know what happened!
Posted: 4 months, 1 week ago at May 27 0:13
la tengo pendiente, meu amigo.
Posted: 4 months, 2 weeks ago at May 21 22:47
Thank you for your vote!
Posted: 1 year, 1 month ago at Aug 13 20:33
Edit: 1 year, 1 month ago